quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Contos produzidos pela professora e alunos

MINHA CACHORRA TURCA

Éramos crianças, eu e minhas irmãs, gostávamos de brincar pelo terreiro depois de ajudar nossos pais nos afazeres do sítio. A cachorra era nosso principal divertimento, amávamos aquele animal lindo, maior que nós, tinha a cor de mel, seus pelos brilhavam, fazíamos da Turca nosso cavalinho, pois subíamos e puxávamos seus pelos e ela nem se importava. Nossos pais nos observavam rolando no gramado e curtindo aqueles momentos engraçados e infantis.
Aconteceu que em uma época de nossa infância, começaram desaparecer todos os ovos do galinheiro e em seguida, também as galinhas. Mas como permitir que aquilo continuasse acontecendo, se essas coisas faziam parte do nosso principal alimento do dia a dia? Como continuar observando aquela cachorra aparecer de vez em quando com a boca suja com penas ensanguentadas?
Meus pais passaram a observar e a se perguntar: O que fazer? Um animal de estimação, tão querido por nossos filhos...
Nos dias seguintes, esperávamos, chamávamos e nada da Turca aparecer. Onde será que ela estava? Procuramos, procuramos e nada. Nosso pai, muito comovido sentiu-se obrigado a nos contar o triste acontecido: “Foi preciso matá-la, pois já não restava outra alternativa”.
Choramos e pedimos para que nos deixassem vê-la.
Quando chegamos de volta da mata que ficava próximo de nossa casa, eu dizia: “Pai, mãe, os corós tão levantando a turca!”
Então, podíamos ver o sofrimento nos olhos dos nossos pais.
Depois deste dia, Infelizmente, além do arrependimento do meu pai, para desespero de todos lá em casa , as galinhas e os ovos continuaram desaparecendo do galinheiro...
Nossa! que indignação! Era necessário mais do que nunca, preparar uma armadilha.
Que surpresa! Era uma raposa enorme!
Com este fato, meus pais aprenderam e nos ensinaram uma grande lição: Jamais julgar pelas aparências!
(Profª Rosane de Fátima da Silva Schiavo)






A ALEGRIA DAS MINHAS AMIGAS E MINHA TRISTEZA

Tinha gincana no sábado na escola. Ao acordar, me sentindo mal, não fui, voltei a dormir. Às dez horas da manhã me acordaram aos gritos e falaram para eu ir até a calçada. Quando saí do portão me deparei com meu cachorro morto na calçada. Aos poucos, foram se reunindo muitas pessoas em volta dele.
O causador da morte do meu cachorro foi embora e o deixou morto na rua. Liguei para meus pais avisando o que havia acontecido e então ele foi enterrado. Às 11 horas, minhas amigas passaram na minha casa para me dar boas notícias, em animação: Tínhamos ganhado a gincana e eu, perdido meu estimado cachorro.
(Amanda Sabbi, 8ºano A)





A PANELA DE PRESSÃO

Toda a história começou quando minha mãe foi fazer almoço e colocou cenouras para cozinhar na panela de pressão. Eu estava na sala e meu pai, deitado no quarto.
Minha vizinha chamou minha mãe para conversar no portão e eu fui também. Começou um barulho estranho, mas como estávamos fora da casa não escutamos muito bem. Quando entramos, percebemos que a panela estava a ponto de explodir e então minha mãe correu e desligou o fogo. Abriu uma tampinha em cima e começou a saltar uma água alaranjada que se espalhou pelo chão e paredes de toda cozinha.
(Tatielli Ludugério, 8º ano F)








O FALECIMENTO DO MEU TIO CHICO

Meu tio faleceu fazendo aquilo que ele mais gostava: Lavando seu cavalo. Ele era um cara muito bom como meu avô, que faleceu dois meses antes de meu tio, seu filho falecer. No momento em que ele estava lavando seu estimado cavalo, ele disse ao Felipe, seu filho que estava lá junto com ele: _ Vá lá chamar sua mãe que teu pai tá passando mal!
Só que não deu tempo de meu primo chamar sua mãe, pois naquele mesmo momento meu tio morreu.
Esta é uma homenagem ao meu tio e meu avô que morreram de infarto fulminante.
(Nathann Luiz Perini, 8º ano A)







A HORA DO DESESPERO

Em 2000 minha tia Eliane foi para os Estados Unidos. Ela morou lá durante cinco anos. Quando ela chegou, aconteceram muitas coisas na vida dela. Um dia ela foi assaltada dentro do apartamento dela. Os bandidos a deixaram presa dentro do banheiro, mas ela se safou desta. Três meses se passaram e chegou um amigo dela também dos EUA. Um dia eles brigaram, ele correu atrás dela com uma faca e na hora do desespero ela correu para o rumo da janela e como não tinha tela de proteção, ela caiu do terceiro andar. Ela ficou durante três meses na cadeira de rodas e depois de muletas. Ela conseguiu dar a volta por cima e hoje ela tem uma filha linda e é muito feliz.






BRINCADEIRA QUE ACABA EM TRAGÉDIA

Certo dia um menino tava assando castanhas com seus irmãos quando deu um ataque nele fazendo-o cai dentro do fogo. Rapidamente seus irmão procuraram ajuda e quando seus pais chegaram ele estava completamente desacordado, parecia morto. A ambulância chegou e levaram o menino ao hospital onde ele ficou durante seis meses internado entre a vida e a morte. Oito meses após o acidente ele precisou fazer uma cirurgia que poderia custar a sua vida. Foi necessário amputar seu braço direito, que estava todo queimado. Ele ficou com muitas cicatrizes, todo queimado, mas ele agradece a Deus todos os dias por ter sobrevivido.
Essa história aconteceu no Maranhão com meu tio Edjany.
(Rubylene Serrão Ribeiro, 8º ano F)




UM DIA NA PRAIA

Nas férias, fui à praia de Vitória com minha prima e irmã. Lá na praia estava muito bom, o sol maravilhoso naquele dia, todos nós estávamos nadando quando de repente o céu ficou nublado e começou uma tempestade de vento. Ficamos com muito medo. A ventania estava levando nosso guarda–sol e quando achei que não podia ficar pior, um
homem estava se afogando, foi o maior tumulto e quando os salva-vidas estavam chegando próximo, o homem já ia chegando na superfície sem respiração. A família muito abalada por não terem conseguido salva-lo, não queria deixar o corpo ser levado pela ambulância que demorou a chegar. Ver alguém morrer em sua frente e não poder fazer nada é triste demais!
Depois desta experiência, Decidi algo que vai mudar meu futuro: Quero ser médica para salvar vidas.
(Gabrielle, 8º ano F)

O ACIDENTE E A VACA

Meu primo foi para a casa dos seus tios sem avisar seus pais e quando chegou de volta levou a maior bronca deles.”Como é que você nem me fala e eu nem vi você sair?”
Quando ele chegou ao sítio dos tios, foi apartar as vacas do bezerro e uma vaca , brava, avançou nele e pisou em seu braço bem próximo ao coração. Ele, sangrando saiu em direção a sua casa que não era muito perto. Ele conseguiu chegar andando.
Seus pais apavorados levaram meu primo ao hospital na cidade e o médico deu vinte pontos por dentro e por fora do ferimento. Afinal deu tudo certo e hoje ele está bem.
(Larissa Elias 8 F)








O DESESPERO NA HORA DO BANHO

Eu, quando pequena não gostava de tomar banho. Minha mãe me chamava e eu me escondia.
Um dia ela me chamou e eu gritei que já ia. Eu fui, mas liguei o chuveiro e fiquei sentada em cima do vaso. De repente minha mãe entrou no banheiro e viu que eu estava sentada do mesmo jeito que entrei. Ela foi ao quarto pegar um cinto e começou correr atrás de mim.
No final da história, tomei banho é claro.
(Kelly Cristiane 8º ano E)












O DIA EM QUE O PAI DE MEU IRMÃO MORREU

No dia 21 de Abril de 2006, já era noite, nós lá em casa já estávamos nos preparando para dormir, quando minha mãe recebeu um telefonema lá de Ijuí, cidade onde morávamos antigamente e também onde o pai do meu irmão morava.
O telefonema não era um telefonema qualquer, vinha lá da casa dos avós do meu irmão. Foi quando vimos uma lágrima correr no rosto de minha mãe. Quando ela desligou o telefone todos queriam saber o que tinha acontecido.
Quando meu irmão ouviu a triste notícia, ele começou a chorar, ele não se conformava e falava: “Por que? Ele era tão jovem!!!”E Esta era a pergunta repetida por todos nós naquele momento.
(Pedro Henrique Boniatti, 8º ano A)




TRÊS CAMINHOS E UMA ESCOLHA

Tudo começou em uma bela tarde de sol no Rio Grande do Sul, quando eu, meus pais, meus tios e meus primos, fomos almoçar em Caaró “Santuário dos três Mártires, onde havia água benta que vinha de uma pequena nascente). Antes da hora do almoço, eu, meus primos e minha tia resolvemos fazer uma pequena caminhada trilha a dentro que era para durar dez minutos ou até menos. Checamos a carga das máquinas, arrumamos os calçados, pegamos comida para ir comendo e saímos.
Andamos um pouquinho e logo achamos a trilha que nos levava mata a dentro. Andamos até o final de uma pequena e estreita trilha até chegarmos à uma cerca onde havia uma placa. Nela estava escrito: “Para seguir em frente precisa ser estar autorizado pelo governo”. Minha tia que pelo jeito gostava muito de desafios, nos convidou e para seguir em frente, e nós, como sempre, aceitamos, pois adorávamos aventuras.
Logo adiante havia três caminhos diferentes e nós deveríamos escolher apenas um deles. Nós escolhemos o da direita que parecia mais largo e mais divertido, andamos bastante e encontramos vários caminhos diferentes. Íamos escolhendo sempre o da direita para seguir. Chegamos à famosa nascente do santuário. Quando percebemos, estávamos a mais de uma hora e meia de onde havíamos saído. Pensamos então que nossos pais deviam estar muito preocupados conosco e então decidimos que já era hora de retornar, só que a gente não enxergava o final da trilha, até que então encontramos um pacote de bolachas deixado por nossa tia no começo da trilha. Sabíamos enfim que era por ali mesmo que deveríamos seguir. Seguimos em frente e chegamos ao destino.
Ah, esqueci de comentar sobre os ratos, vacas, cobra e outros animais mortos que encontrávamos pelo caminho e à cada um, era um grito que minha prima medrosa dava.

(Renan Birck, 8º ano A)










A CICATRIZ

Era uma vez uma família que morava em uma fazenda e que tinha dois filhos, uma menina e um menino. Essas crianças cresceram e quando chegou a hora da menina ir à escola sentiram a dificuldade devido à distância, então a família mudou-se para a cidade. A menina já tinha sete anos e o menino tinha um ano e meio. A menina conheceu muitos amigos na escola e estava feliz, mas o menino que era travesso um dia resolveu dar injeção no seu cachorro. Foi então que ele pegou alguns palitos de dente e foi em direção ao animal. Ao cravar os palitos no cachorro, este virou e atacou o menino que carrega a cicatriz até hoje.

(Bruno Herklotz, 8º ano A)






A MORTE DOS MEUS PEIXES

Em um belo dia de sábado, no começo do mês de Janeiro de 2007, ganhei cinco peixes do meu tio. Quando cheguei à casa da minha avó, coloquei os peixes em uma jarra com água e bastante comida. No dia seguinte já havia morrido um dos peixes. Então dei mais comida e saímos para almoçar e passamos o dia lá, quando voltamos para casa da minha avó percebemos que os demais peixes também estavam boiando na jarra e todos mortos. Minha mãe me xingou porque dei comida demais para eles, então por algum tempo recebi o apelido de “assassina de peixes”, mas com isso, aprendi que os peixes não comem muito.
(Layala de Souza Goulart, 8º ano A)







O ESQUECIDO

Eu estava assistindo e brincando, quando fiquei com fome, fui preparar alguma coisa para comer. Coloquei a comida no fogo e voltei a brincar.
Horas mais tarde lembrei da comida e quando cheguei já era tarde demais. Tinha derramado e queimado tudo no fogão. Foi muito difícil limpar e o castigo foi grande igual a sujeira que eu fiz.
(Carlos Fernando, 8º ano A)
SEM BOLINHA E SEM INGÁ

Em um certo dia eu estava jogando ping-pong e a bolinha quebrou. Então eu e meu amigo Fernando fomos comprar outra bolinha. No caminho encontramos um pé de ingá. Meu amigo queria subir para pegar, porém deixamos para subir na volta.
Ao subir, percebeu que o galho começou a ceder devido seu peso, então eu subi, a árvore muito pequena e frágil quebrou e caiu na perna de meu amigo. No momento pensei que havia apenas machucado sua perna e só mais tarde fiquei sabendo que tinha quebrado.
Voltei correndo ao orfanato, mas não falei nada, pois estava com muito medo, sorte do meu amigo que uma mulher escutou o barulho e chamou uma ambulância. Sua perna foi engessada e acabamos sem bolinha e sem ingá.

(Luanderson Nascimento dos Santos, 8º ano C)

UM CONTO DE MINHA VIDA

Um dia meu pai e meu avô me chamaram para sair. Eu tinha uns três anos e meio. Saímos como de costume no final da tarde e eles tiveram a idéia de amarrar meu cachorro no guidão da minha bicicleta com uma corda.
Meu cachorro viu dois homens e resolveu sair correndo atrás deles, me puxando junto. A corda se soltou e eu voei longe. Caí muito próximo de uma pedra. Fiquei bem, mas foi um susto. Agora isso serve para lembrar e dar boas risadas.

( Bruna Sestrem, 8º ano C)










MINHA SAIA

Era uma quinta –feira, estava eu e minha amiga conversando ao celular, cada uma em um canto da área.De repente minha cachorra apareceu e começou a pular em mim que estava distraída falando com meu amigo. Ao pular em mim ela arrancou a minha saia. Nossa! Foi o pior mico. Que vergonha! Meus pais começaram a rir de mim. Outra dessas nunca mais.
( Ananda Amaro, 8º ano B)
O ACIDENTE

Sete anos após o casamento de meus pais eu fui gerado. Minha mãe já estava grávida quando minha avó faleceu. Meu avô estava desacreditado em Deus.
Um dia na colheita, estava chovendo e para não se molhar, meu tio segurava uma alavanca com o pé na embreagem, quando de repente a alavanca quebrou, meu tio escorregou e tirou o pé da embreagem. A colheitadeira deu um pulo para a frente e passou por cima de meu pai que foi parar na UTI e ficou em coma. Só no crânio foram várias fraturas. Teve de aprender tudo de novo e o mais incrível de tudo: Passou por tudo isso e ficou sem nenhuma seqüela. Hoje está aqui vivo e feliz com sua família.
(José Victor Sponchiado, 8º ano B)

3 comentários:

  1. Parabéns aos meus queridos alunos que se empenharam nas produções solicitadas!

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  2. O primeiro é meu! Tinha que dar exemplo né?

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  3. Parabéns aos alunos e à Professora também, que se empenhou tanto na atividade.

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